{ Resenha } O saotur, de Natalia Smirnova Moraes


Autor(a): Natalia Smirnova Moraes

Ano de lançamento: 2016

Número de páginas: 324

Gênero: Ficção / fantasia

Classificação: 4/5



Sinopse: Depois de se aventurar pelo mundo em um navio de saqueadores e criminosos, Constantin Teller é levado por um trágico naufrágio á terras das quais nunca ouviu falar. Terras guardadas por escudos de Menelau como se fossem o maior dos segredos. O forasteiro é resgatado por Lyhty Morken Fin, uma jovem que chama a atenção pelo olhar cor de purpura e vitalidade contagiante, e que torna-se uma amiga para qual ele confessa uma vida de crimes e promiscuidade. Aspirante a escritor, Constantin deseja espiar seus crimes quando é levado até a capital onde passa a morar. Mas nem tudo está em paz nessas terras estranhas e a aparição do forasteiro apenas esquenta ainda mais os ânimos de um povo dividido, de uma raça oprimida e de um castelo envolto em mistérios. Um confronto entre o povo das águas e a reino já é inevitável. 


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Quando li esse livro, senti que fui transportado para outro tempo. O tempo dos castelos, dos reis... O tempo onde criaturas místicas ainda vagavam pela terra, convivendo com os humanos, embora nem sempre de forma amigável. A qualidade da escrita, sua história, seus mistérios, prenderam minha atenção do inicio ao fim, pois já nas primeiras páginas, deixava uma interrogação ao qual eu precisava encontrar as respostas. 
Os personagens são outro ponto positivo. Todos com personalidades fortes, cada um com uma peculiaridade que chama a atenção do leitor. O primeiro é Constantin Teller, um pirata muito incomum que ao invés de se preocupar com os ouros e mercadorias advindas dos saques da tripulação, tem o sonho de se tornar um escritor. A segunda é Lyhty Morken Fin. Uma adolescente que chama a atenção de todos por seu olhar cor de purpura. Tem também Helena, a mulher que foi condenada por se apaixonar e ter um filho com Lotus, um saotur. (Os saotur são criaturas marinhas, mas com corpos humanoides, com garras venenosas e que se alimentam de todo tipo de carne inclusive a de humanos). Outro personagem marcante é  o chefe da guarda do castelo, Orpheu, que junto com seus companheiros de trabalho, Vlad e Paeron, dão a história um toque que a mais de mistério com suas ações a cada capítulo. 
Tudo começa quando o navio pirata que Constantin faz parte é atacado e sofre um naufrágio. Todos da tripulação são mortos e ele acorda em uma praia completamente atordoado, com lembranças, apenas, de estar deitado sob um pedaço de madeira e sendo empurrado por alguma criatura de mãos cinzentas, onde no lugar dos dedos haviam garras, mas suas lembranças eram apenas fleches do que ele não sabia se era realidade ou sonho. 
Ele é socorrido por Lyhty, que se torna responsável pelo forasteiro até que os guardas do castelo vão busca-lo para saber como ele havia conseguido "invadir" as terras daquele reino. Com o desenvolvimento da história Constantin descobre que sua vida havia sido salva por Saphere, o pequeno saotur, filho do amor impossível entre Helena e Lotus. 
Completamente fascinado pelo reino que havia descoberto, Constantin decide deixar seu passado de crimes para trás e fazer daquelas terras seu mais novo lar. Mas a paz não iria durar, pois os saotur (o povo das águas) cansados da vida de medo, omissão e fome, decidem enfrentar os humanos para dar um fim a todo o sofrimento. 
Após o término do livro, a autora deixa o leitor completamente boquiaberto e curioso para saber tudo o que vai acontecer no segundo livro da trilogia segredos de um reino sem nome. Para os apaixonados por ficção e fantasia, assim como eu, e ainda não leu o saotur, vale a pena conferir esta obra que mostra o talento e criatividade de autores independentes. 


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