{ Resenha } Triste fim de Policarpo Quaresma, de Lima Barreto




Autor(a): Lima Barreto

Ano de lançamento: 1915

Número de páginas: 352

Gênero: Romance

Classificação: 4/5






Sinopse: "Triste fim de Policarpo Quaresma", de Lima barreto, é uma das principais expressões ficcionais do quadro social brasileiro dos primeiros anos da república. Considerada representante do pré-modernismo brasileiro, a obra discute o conceito de leitura como instrumento de denuncia social, trazendo a tona questões como o nacionalismo e a opressão aos desfavorecidos. As atividades a seguir pretendem ampliar a compreensão desta obra e de seu tempo. Desenvolva-as após a leitura do livro, dos diários de um clássico, da contextualização histórica e da entrevista imaginária. 

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Este é um grande clássico da literatura brasileira, um dos primeiros clássicos que li. Na verdade esse foi um dos primeiros livros que li na minha vida. E foi de uma forma bem peculiar. Por que quando eu comecei a tomar gosto pela leitura, minha mãe não tinha condições financeiras para estar comprando livros para mim, então eu ficava lendo em uma livraria que tinha dentro de um shopping que ficava em frente a escola que eu estudava. Eu passava horas lá dentro, e foi assim que li, tanto esse livro, como muitos outros. 
Mas pelo amor de Deus! Não deixe de ler essa essa resenha só pelo fato desse livro ser um clássico da literatura brasileira! Por que, infelizmente, as pessoas acham muito "chatos" os livros clássicos. Mas eu não as culpo. Eu culpo as escolas, pois quer empurrar para uma criança ler esses grandes clássicos, onde muitas vezes, elas não estão entendendo nada do que estão lendo. Ai a criança vai crescendo com a ideia na cabeça de que livros brasileiros, e principalmente os clássicos, são chatos. 
Mas tudo bem. 
Triste fim de Policarpo Quaresma conta a história de um brasileiro autêntico, nacionalista, patriota, daqueles que orgulho do seu país... Na verdade ele era meio "dodoi" da cabeça. Eu digo isso por que Policarpo Quaresma era um nacionalista doente! Suas roupas, para vocês terem uma noção, tinham que ser fabricadas no Brasil, com tecidos brasileiros. A comida que ele comia, tinha que ser brasileira, nada desse negocio de comida japonesa, mexicana, árabe... Ele não comia nada disso e nem deixava que outras pessoas levassem para sua casa. 
O major, como era conhecido, era tão obcecado pelo Brasil, que aprendeu a falar o Tupi-guarani pelo simples fato de ser a língua nativa do país. Ele também escreveu uma carta para o presidente solicitando que o Brasil voltasse a falar o Tupi-guarani e abandonasse a língua portuguesa, e detalhe, ele escreveu a carta em Tupi-guarani. Claro que o presidente ignorou aquela história. 
Mas não satisfeito com a carta, Policarpo Quaresma entra na justiça contra o governo do próprio país para que o Brasil voltasse a falar sua língua nativa. Ele acaba virando chacota por onde passa, e só então percebe que seu nacionalismo é uma doença. O problema é que Policarpo Quaresma é uma pessoa muito extrema. Extremo no seu nacionalismo, e extremo para tentar se livrar dele. E o que ele faz? Por livre e espontânea vontade, Policarpo se interna em um hospital psiquiátrico.
Com uma narrativa de fortes criticas aos acontecimentos da época, Lima barreto conta a história desse brasileiro que, acima de tudo, tem amor a sua pátria e que por causa disso, passa por situações bem inusitadas.  


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