{ Resenha } O auto da compadecida



Titulo: O auto da compadecida

Ano de lançamento: 1999

Tempo de duração: 2h e 38 minutos

Gênero: Comédia / drama

Classificação: 5/5



Esse é um dos melhores filmes brasileiros de todos os tempos! É uma adaptação do livro e peça teatral de mesmo nome, do autor Ariano Suassuna. É o filme brasileiro de maior bilheteria no ano de 2000, sendo visto por mais de 2 milhões de pessoas. 
Eu era muito novinho quando assisti esse filme pela primeira vez, e até hoje, quando assisto, morro de rir. As piadas e as cenas bestinhas, em conjunto com os personagens hilários como João Grilo e Xicó, são motivos mais que suficientes para qualquer pessoa esquecer os problemas por um tempo e se esbaldar nas risadas. 
O enredo do filme se desenvolve com ambientação no sertão nordestino, mais especificamente no sertão da Paraíba. Tem como personagens principais "João Grilo", sertanejo mentiroso, e "Xicó", o maior covarde da região. Ambos são muito pobres e sobrevivem de pequenos negócios e golpes, enquanto vagam pelo sertão. 
Uma das trambicadas mais engraçadas é quando a cachorra da esposa do padeiro, patrão de João Grilo e Xicó, falece e ela, que é louca pelo animal de estimação a um ponto de dar a ela comer bife passado na manteiga, pede aos dois para irem a igreja pedir ao padre para enterrar o bichinho, e detalhe, tem que ser em latim. Eles armam a maior confusão para conseguirem convencer o padre a fazer isso e até o bispo entra na roda! Após isso, para tentar ganhar um trocado a mais, João Grilo ainda inventa para a patroa que tem um gato que "descome dinheiro" e vende para ela. E esses dois ainda aprontam muito mais no desenrolar da trama.

Outro ponto muito, mas muito positivo em relação a esse filme são os personagens. Todos com suas características que encantam qualquer pessoa que esteja assistindo. 
Os primeiros são o padeiro, um corno metido a cabra macho, e sua esposa, que todo mundo sabe que bota chifre no marido, inclusive ele, mas todos fingem que não sabe. Depois ainda vem o padre, um interesseiro que só pensa em dinheiro e super valoriza todas as pessoas com quem ele possa ter alguma vantagem financeira. O bispo, que tem a mesma personalidade do padre. O cangaceiro Severino, chefe do bando que tem como um dos malfeitores, um cabra que é bandido, mas não gosta nem de matar nem de roubar. Por fim, ainda tem o Diabo, Jesus cristo e Ave Maria. Todos esses personagens, entre outros, dão ao filme uma história simplesmente incrível e muito engraçada. 
Com certeza, você que está lendo essa resenha já assistiu esse filme ou, no mínimo já ouviu falar, mas eu quis fazer esse post por que é sempre bom ter em nosso catálogo de resenhas, uma obra de arte como esta! 


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